domingo, 2 de janeiro de 2011
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
antes do degrau
às vezes
enquanto durmo
ou quando acordo cansado
sou justamente eu quem se manifesta
na fadiga de ver o sol nascer, eu não ouço aquilo
à toa. E talvez nem saiba quando atravesso as etapas
erradas. da vida. Vou despencando lance a lance da dura escada
até encerrá-la irrevogavelmente em minha queda, ou então encerrar-me eu
naquilo que não trago comigo, que abandono antes do vôo para não ferir nem quebrar
enquanto durmo
ou quando acordo cansado
sou justamente eu quem se manifesta
na fadiga de ver o sol nascer, eu não ouço aquilo
à toa. E talvez nem saiba quando atravesso as etapas
erradas. da vida. Vou despencando lance a lance da dura escada
até encerrá-la irrevogavelmente em minha queda, ou então encerrar-me eu
naquilo que não trago comigo, que abandono antes do vôo para não ferir nem quebrar
por exemplo Allan
Allan,
pequeno,
que dá vontade encerrar nos braços
e balançar
freneticamente
Aqui,
por exemplo Allan
para celebrar nosso fracasso
e desta vez me abraçar
suavemente
E Allan então
quando me arregaçar as veias sem sangrar
derramando sua aura lânguida,
fresta a fresta,
há de se perpetuar neste desesperado buraco negro que tenho no peito
pequeno,
que dá vontade encerrar nos braços
e balançar
freneticamente
Aqui,
por exemplo Allan
para celebrar nosso fracasso
e desta vez me abraçar
suavemente
E Allan então
quando me arregaçar as veias sem sangrar
derramando sua aura lânguida,
fresta a fresta,
há de se perpetuar neste desesperado buraco negro que tenho no peito
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Então agora aqui eu me sinto novamente impelido a ir embora, a abandonar este lugar definitivamente, até que outra repentina intenção de volta me acometa e me meta em mais problemas, como se já não bastassem estes... Isso de querer morrer todo dia e de tentar fazer isso neste outro plano de existência em que, honestamente, temo existir mais do que fora. Sabe, não é fácil vir aqui e publicar estes poemas que, eu confesso, às vezes escrevo porque preciso, às vezes porque o próprio ambiente virtual/cafécomsuita me impulsiona, às vezes escrevo por nada, às vezes pra saber se sou tão alucinado aqui quanto devo parecer ser quando ando na rua. Estou cansado de ganhar esmolas de mim mesmo, de escrever esta poesia de migalhas, ser um poeta em pedaços justifica toda a minha a vida, como se ela fosse inteira, mas ela não é, porque agora eu mal comecei e já quero terminar, e eu não estou cansado, e eu não estou exatamente triste e nem sozinho, eu só sinto um tédio enorme da vida e isso me mata.
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